Móveis Coloniais de Acaju – dia 19/12

ÚLTIMO SHOW DO MÓBILES NESSE SÁBADO, PARTIU?

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Venina veneno

(ou De como a briga entre empresas atrapalha a ética jornalística)

Bom, eis que o blog resolveu falar de jornalismo. Vejam só, quem diria.

Na última terça-feira, dia 10, grande parte do país ficou sem energia elétrica. Segundo o governo, o apagão ocorreu devido a “mudanças climáticas”. Nada muito específico até agora, ofensas políticas daqui e de lá. Faltam esclarecimentos à população, e até aí nenhuma grande novidade.

Na quarta-feira de manhã, a imprensa corria loucamente atrás de informações a respeito do ocorrido, e o Governo explicava como e o quê conseguia explicar.

Bom, vamos ao vídeo.

Apesar dos 8 minutos, o vídeo é simples. O programa matutino da Record, Hoje em Dia, abre um link com a repórter Venina Nunes, que pretende entrevistar o secretário de Minas e Energia, Márcio Zimmerman.

No entanto, Zimmerman está ao lado de uma repórter da TV Globo, que prepara seu link para entrar no ar. Sabendo disso, Venina tenta invadir o “set” da Globo, em busca de uma entrevista com o secretário, e é repelida pela equipe de produção da outra emissora.

Não satisfeita, e incentivada por apresentador (e jornalista) Celso Zucatelli, Venina Nunes insiste, empurra assessores de imprensa e produtoras, dizendo frases como “Secretário, o senhor está aí parado, esperando, fala com a gente.”

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Até entendo que Venina Nunes possa se indignar enquanto a Rede Globo “segura” o entrevistado, mas interferir nessa lógica é desconhecer o funcionamento mais elementar de uma rede de televisão.

Em primeiro lugar, que idéia é essa da Record? Abrir um link com um entrevistado indisponível? Chamar uma repórter ao vivo, quando ela não tem o que falar? Com a intenção de chorar e dizer “como a Globo é malévola”?

Além disso, entrevista com o Secretário não é um plantão. Não é algo que entra imediatamente no ar, sem qualquer preocupação com a grade. Sobretudo na Globo, cuja programação é rigidamente estruturada e não se permite “ajeitadinhas” aqui e ali.

Um repórter marca uma entrevista, e o entrevistado e sua assessoria devem saber que é preciso tempo para ajustar o equipamento, verificar luz, testar som, estabelecer conexão, e tudo mais. Não é “oi, gravei, tchau”.

Se há uma demora excessiva, que prejudica outros veículos, é razoável perguntar, reclamar, pedir agilidade. MAS NO AR?

A entrada do link foi pra causar polêmica, e a manutenção do link por 8 minutos, mesmo após a primeira negativa, reforça isso. Não se trata de defender a Globo, ser contra ou a favor do sistema. Mas a música criada pelos colegas brasilienses de Venina, que o jornalista Eduardo Rodrigues (a.k.a. meu irmão) reproduziu por twitter é bem elucidativa.

“8 horas no meu toldo,

ela vai surgir.

Ouço passos na esplanada,

vejo a pauta cair.

Venina veneno,

esse link é pequeno demais pra nós dois.

Em toda câmera que eu olho só da você”.

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Nenhuma nudez será castigada.

Protesto em solidariedade a aluna da Uniban reúne estudantes pelados na UnB

de Mateus Rodrigues, para o jornal Campus Online
Pelados

Alunos da UnB expressam apoio a estudante da Uniban - Foto: Flávio Botelho

Não é a primeira vez que os estudantes ficam nus nos corredores da faculdade. Estudantes de Biologia e Artes Cênicas já tiveram como tradição a chamada “Corrida dos Pelados”. Desta vez, entretanto, o motivo da nudez foi, no mínimo, inusitado.

A manifestação pacífica ocorrida nesta quarta-feira (11), na hora do almoço, teve como mote principal o apoio à estudante Geisy Arruda, que ganhou notoriedade na mídia nacional e internacional desde o último dia 22.

Alguns estudantes estavam plenamente despidos. Outros usavam roupas íntimas, ou pintavam os seios e nádegas com tinta guache. Havia também estudantes vestidos usualmente. “O protesto não é a favor da nudez, e sim a favor da liberdade de exibição ou não-exibição do próprio corpo”, bradou um deles ao microfone.

Nas placas, frases como: “Com decotes ou saias longas, o corpo é seu, mulher”, e “Vem pra UnB, Geisy!”. Nas vozes do grupo, gritos de guerra como “A nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria” eram adotados por quem observava o ato.

Opiniões divididas

 No caminho percorrido pela passeata, as reações eram diversas. Enquanto alguns riam e apontavam para os corpos dos jovens, outros lançavam olhares de desprezo. Muitos sacavam celulares e câmeras portáteis para registrar o momento, e gritavam mensagens de apoio ou crítica.

Luísa Oliveira, membro do Centro Acadêmico de Sociologia (Caso), é uma das organizadoras. Ela conta que divulgou o protesto pela internet, mesmo meio no qual o caso de Geisy ganhou repercussão. “É preciso envolver a massa universitária no processo”, afirma.

O professor do Instituto de Filosofia Hilan Bensisan acredita no potencial de choque do protesto. “Nós, que não temos a mídia oficial nas mãos, precisamos usar o próprio corpo como mídia”. Ele reconhece, porém, que o caso ainda não foi completamente explicado. “A gente não sabe a história da Geisy, tem muita coisa por trás. Mas nada justifica, foi um delírio coletivo”.

Já Rosemary Costa, funcionária da agência do Banco do Brasil na UnB, não aprovou a idéia. “Estou pasma, chocada! Achei apelativo, existem outras formas de protestar”.

A dona da banda de revistas do Ceubinho, Neide Queiroz, compartilha da mesma opinião. “Existem pessoas idosas e crianças no ambiente, acho inadequado. Corpos semi-nus e faixas, tudo bem. Mas a nudez explícita é ofensiva.”

A segurança do Campus recebeu orientações para não intervir. O movimento foi considerado pacífico e legítimo pelos chefes do policiamento interno. No entanto, os agentes acompanharam o percurso dos jovens, para controlar qualquer conflito ou expressão mais extremada.

Peregrinação nudista

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Estudantes da UnB protestando contra o tratamento recebido pela estudante Geisy Arruda na Uniban em São Paulo - Foto: Rodrigo Correia

Ao meio-dia, o grupo iniciou a concentração no Ceubinho. Cerca de vinte manifestantes chegaram e iniciaram a cerimônia, ficando em trajes sumários. Três deles estavam completamente nus, mas dois cobriam o próprio rosto.

Rapidamente os outros estudantes se reuniram, fosse para apoiar a ação ou apenas por curiosidade. Dotados de um megafone, os despidos revezavam a palavra e expressavam seu repúdio ao machismo.

“Não é um ato apenas por Geisy Arruda. É um ato contra o machismo, contra a visão machista que está impregnada em nossa sociedade, contra a privação da liberdade humana”, disse Luísa Oliveira.

A passeata seguiu pela Ala Central do ICC, e outra rodada de mensagens ao megafone foi feita no Udefinho. De lá, seguiram para a frente do Restaurante Universitário, atraindo a atenção de muitos estudantes e servidores.

Em seguida, o grupo fez o caminho de volta, passando pelo Udefinho e retornando ao Ceubinho. Passaram novamente pelo Udefinho para, enfim, chegar ao prédio da Reitoria. Às 14 horas, após 15 minutos de mensagens e protestos, o grupo adentrou o prédio, e se instalou no Gabinete do Reitor, exigindo a presença do mesmo.

O grupo queria que José Geraldo se posicionasse oficialmente a respeito do caso Uniban. Paulo César Marques, assessor do reitor, disse que José Geraldo não poderia conversar com os estudantes naquele momento, por questões de agenda, mas emitiria um comunicado com seu posicionamento o mais rápido possível.

Entenda o caso Uniban

 No dia 22 de outubro, uma quinta-feira, a estudante Geisy Arruda, que cursa Turismo na Universidade Bandeirante (Uniban), foi à aula usando um vestido curto. Ao subir as escadas do prédio, foi hostilizada pelos outros estudantes. Sob vaias e xingamentos como “prostituta, vadia”, e mesmo ameças como “vamos estuprar, vamos linchar”, Geisy teve que ser escoltada por policiais para sair do local, coberta por um jaleco branco.

O vídeo foi parar na internet, e rapidamente ganhou enorme repercussão. Em redes sociais como Orkut e Twitter, o assunto foi um dos mais comentados daquela semana, e a faculdade ganhou apelidos como UniTalibã, Unibando e Unibambis.

No dia 6 de novembro, o Conselho Universitário da Uniban, localizada em São Bernardo do Campo (SP), decidiu pela expulsão da aluna. No mesmo instante, a polêmica ganhou mais força, e o repúdio à faculdade se tornou cada vez mais intenso. O Ministério da Educação (MEC) chegou a se pronunciar sobre o assunto, pedindo explicações à Universidade.

No entanto, no dia 9, três dias após a expulsão, o próprio reitor da Uniban, Heitor Pinto, suspendeu a expulsão da aluna. O MEC arquivou o pedido de explicações, mas a imprensa e a sociedade civil ainda não esqueceram o caso. Geyse continua sendo chamada para recorrentes entrevistas. Ela diz ter recebido convites para posar nua e participar de reality shows.

No dia 26 deste mês, é celebrado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres. Outros atos estão sendo programados para o mês de novembro. Segundo o professor Hilan Bensusan, “não adianta atacar apenas o sintoma, é preciso discutir as causas profundas da situação”.

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Vídeo, por Ig Uractan: http://www.youtube.com/watch?v=dqqd-d-0oZs

Comentem, galera. Qualquer erro, avisem =P

(THE BLOG IS BAAAAAACK!!)

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Da sessão “Pagando Língua” – Parte II

Na boa. Daqui a pouco meu blog vai ser temático, só com posts desse tipo. Tá foda…

Ok. Um belo dia, em 2001, Baz Luhrmann dirigiu Moulin Rouge e os musicais voltaram ao ápice.
Desde então, a cada ano, pelo menos um filme do gênero anima as salas de cinema. Chicago, Ray, Walk the Line (Johnny e June), Happy Feet, Dreamgirls, La Môme (Piaf), Encantada, Once, Mamma Mia!.
Em 2009, o musical-sensação será, sem dúvidas, Nine. (que já foi citado no BRILHANTE Baba de Moça)

Resumidamente, Nine é baseado em “8 e 1/2”, de Fellini, e conta a história de um diretor de teatro italiano em crise.
Pra começo de conversa, o filme é dirigido por Rob Marshall, diretor de Chicago e Memórias de uma Gueixa, e indicado seis vezes ao Tony Award. Seus únicos dois filmes, juntos, ganharam 9 Oscar.

Seria apenas mais um bom filme vindo da Broadway, mas reparem no elenco: Daniel Day-Lewis, Penelope Cruz, Nicole Kidman, Marion Cotillard, Sophia Loren, Judi Dench, Kate Hudson e Stacy Ferguson.
Vamos por partes:
– Daniel Day Lewis = dois Oscar de melhor ator (Meu Pé Esquerdo, e Onde os Fracos…);
– Penelope, Marion, Nicole e Sophia têm Oscar de melhor atriz (Vicky Cristina Barcelona, Piaf, As Horas e Duas Mulheres, respectivamente);
– Judi Dench tem Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Shakespeare Apaixonado;
– Kate Hudson foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Quase Famosos; não levou, mas ficou com o Globo de Ouro pelo mesmo papel.

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Ok, falta uma… Stacy Ferguson, Stacy Ferguson… quem é mesmo essa atriz? Hum, no IMBD diz que ela fez Planeta Terror….
PERAE.
Pois é. Stacy Ferguson = Fergie, ex-atual-ex-atual-Black Eyed Peas. Ela interpreta Saraghina, uma prostituta que desvirgina o diretor de teatro (Daniel Day-Lewis).

Eu, como qualquer pessoa com um pouco de juízo, me perguntei: “O que raios essa louca tá se metendo aí? Vai ser humilhada, gente!”
E hoje, me deparei com a versão de Stacy Ferguson para a “principal música” do filme – se é que existe hierarquia nestes casos -, Be Italian.

Confiram:

Não é que tá bom, gente? A voz tá bem segura, bem cara de musical mesmo. Eu sempre soube que ia ver esse filme milhões de vezes, mas agora, parece que não vou ter Vergonha Alheia de Fergalicious girl. Vai saber…

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Da sessão “Pagando língua”

Então, hoje fui ao cinema ver Anjos e Demônios. Filme legal, bem melhor que Código da Vinci, uma boa adaptação literária… mas esse post não é sobre Anjos e Demônios. A surpresa de ver Tom Hanks em um bom papel foi grande, confesso; mas não a maior do dia.

A maior do dia foi um trailer. Não o de Donkey Xote, animação espanhola meia-boca.Mas sim o de Jean Charles.

É, Jean Charles. Lembram daquele brasileiro assassinado pela polícia num metrô de Londres, que ocupou um enorme espaço no noticiário? Ele mesmo.
Sempre achei aquele oba-oba desnecessário; vira e mexe um turista morre nas praias do Rio, no centro de São Paulo, e ninguém fala nada. Quando vi que a história ia virar filme com Selton Fuckin’ Mello no papel principal, confesso que achei absurdo. Desde quando esse carinha era assunto pra filme? Com Selton Mello? Loucura.

Daí que hoje vi o trailer, e… bem, vejam vocês mesmos:

Incrível, o filme parece ser muito bom.
Primeiro, por não endeusar e colocar o moço num pedestal, como mártir do terceiro mundo. Pelo contrário, parece retratar Jean Charles inclusive em suas falhas, como o “bico” falsificando passaportes pra outros brasileiros.
Além disso, o filme sai do personagem para criar um retrato da imigração brasileira como um todo, universalizando o roteiro e tornando o assassinato uma trama-pretexto.

Pode ser que eu pague língua outra vez. Mas acho que promete. Pelo menos, depois desse trailer, uma coisa mudou: já não quero passar a 3km de distância da produção.

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Dixitque Masteu fiat blog…

… et facto est blog.

Pois é, mais um blog. Há quem diga (oi, Braitner) que eu não consigo manter projetos virtuais por mais de 3 meses.
É verdade. Mas isso não me impede de criar outro blog e fingir que vai dar certo. Quem sabe um dia funcione?

Pra ser sincero, não sei ao certo o que vai ser desse espaço.
Por isso mesmo, venham sempre. Talvez eu tenha criado um monstro, MWAHAH… ou não.

Puxem uma cadeira, se acomodem. Já trago o cardápio.

edit: opinem sobre o template, nunca sei ao certo o que colocar. Só sei que tava brincando de fazer topos pro blog, e achei esse pássaro megaengraçado. Mas acho que só eu vou achar isso, logo, tá pra avaliação aí.

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